A casa não tem mais móveis, a filha de 8 anos precisou ir morar com o pai, e Jociane está sozinha cuidando de tudo. Um tratamento especializado pode mudar essa história.
Imagine uma madrugada de chuva. Jociane pega a Eloá — que tem 4 anos — no colo, sai correndo de casa e bate na porta dos vizinhos pedindo abrigo. Não é a primeira vez. Não vai ser a última.
Essa é a rotina da família desde que as crises do Paulo César começaram a se intensificar, há três anos.
Paulo César tem 13 anos. É grande, é forte, e carrega dois diagnósticos que mudaram completamente a vida da família: autismo severo e esclerose tuberosa — uma doença rara que provoca tumores no cérebro e pode desencadear crises intensas de agitação e agressividade.
Durante as crises, o Paulo destrói o que estiver ao redor. Ventiladores, fogão, geladeira, tomadas, fios, o vaso sanitário — nada fica de pé. A casa onde a família vive hoje não tem mais móveis, não tem mais eletrodomésticos, não tem a estrutura básica que qualquer lar precisa ter. Tudo foi destruído.
Mas o que é possível repor com tempo, a filha de 8 anos, Isabela, não é. Ela precisou ir morar com o pai porque não estava mais segura dentro de casa. O filho mais velho, de 18 anos, também vive longe. A Jociane ficou — sozinha, com o Paulo e com a Eloá.
E o dinheiro? A família vive com cerca de R$ 450 por mês. O benefício do Paulo foi cancelado porque Jociane não conseguiu levá-lo até outro município para uma perícia — uma tarefa que, para a maioria das pessoas, seria simples. Para quem cuida sozinha de um adolescente em crise, é impossível. O sistema não considerou isso.
"Eu não tenho mais paz", disse a Jociane. "Estou só sobrevivendo."
Em um dos momentos mais duros, ela confessou que já pensou em desistir de tudo — e não fez isso por um único motivo: não há mais ninguém para cuidar dos filhos.
O que a Jociane precisa não é de um milagre. É de acesso ao que já existe: um especialista em esclerose tuberosa que possa revisar o tratamento do Paulo, a medicação certa para reduzir a intensidade e a frequência das crises, e uma casa minimamente adaptada — um quarto sem objetos perigosos, um quintal fechado onde ele não possa sair correndo ou se machucar.
Com isso, a rotina muda de verdade. Jociane para de fugir. A Eloá para de se assustar. E talvez, com o tempo, a Isabela possa voltar para casa.
Uma doação de qualquer valor — R$ 20, R$ 50, R$ 100 — somada à de centenas de pessoas é o que viabiliza o tratamento e a adaptação da casa. E se hoje não der para doar, compartilhe. A história certa, chegando à pessoa certa, pode ser o que falta.
Imagine a Jociane daqui a alguns meses, dormindo uma noite inteira sem precisar estar em alerta. Com o Paulo em tratamento adequado, as crises menos frequentes, a casa com estrutura de novo — e a Isabela de volta. Esse cenário é possível. E começa aqui.
Sua doação vai diretamente para o tratamento do Paulo César e o suporte à família,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.